Valéria D' Ogum Xoroquê 
Caboclo Boiadeiro
Caboclo Boiadeiro

Caboclo Boiadeiro

27 AGO 2011 POR VALÉRIA D' OGUMEXUBARÁXOROQUÊ, 2 COMENTÁRIOS »
 

Boiadeiro é uma classe de entidades que trabalham em terreiros.

História

Normalmente são entidades vinculadas à homens que trabalharam, sobretudo na condução de gado.

Operam nos terreiros com seu laço, chapéu e cigarro de palha. O seu grito característico captura espíritos decaídos que atormentam os consulentes, encaminhando para guias espirituais de socorros destes seres desencarnados. Geralmente incorporam nas giras de Caboclos. São associados aos Mineiros, dependendo da região em que se situa o terreiro.

Exemplos de Boiadeiro:

  • Chico da Porteira;
  • Zé do Laço;
  • Zé da Campina;
  • Tião;
  • Zé do Facão;
  • Zé Mineiro;
  • João da Serra;
  • Boiadeiro Navizala;
  • Laço Nervoso;
  • Carne de Boi;
  • Zé do trilho;

BOIADEIROS

São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda. Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta. Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins. O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois.

 

Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo. Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha. No Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração. Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus. Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos. Nomes de alguns boiadeiros: Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc … Sua saudação: Getruá Boiadeiro, Xetro Marrumbaxêtro

Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai. Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé. Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa. É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território. À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações. Sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.

Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande. O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro – habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço laço para laçar um novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens. Enquanto os “caboclos índios” são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores. Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).

Sobre Nossos Caboclos Boiadeiros

Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos. São sérios, mas gostam de festas e fartura. Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus. Os Boiadeiros também são conhecidos como “Encantados”,pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais. Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus. Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática dada magia na terra. Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos). Quando bradam altoe rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações. Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina. Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ”e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus. Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa. Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles. Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc… Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.

OUTRO TEXTO:

Boiadeiros

São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.

Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).

Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes interferem nas consultas de médiuns conscientes. Esses espíritos atendem a boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.

Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.

Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio “Ori” – pois na verdade todos são braços de Omulú. Exemplificando essa idéia: Um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.

Dentro dessa linha a diversidade encontram-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…

Boiadeiro das Almas da Mina  

 

São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda. Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta. Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins. O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois.

 

Boiadeiro das Almas da Mina

 

Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. 

 

Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo. Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha. No Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração. Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência. 

 

Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus. Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos. Nomes de alguns boiadeiros: Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc … 

 

Sua saudação: Getruá Boiadeiro, Xetro Marrumbaxêtro

 

Boiadeiro das Almas da Mina 

 

 Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai. Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé. Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa. É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território. À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações. Sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.

 

Boiadeiro do Sertão 

 

Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande. O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro – habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço laço para laçar um novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens. Enquanto os “caboclos índios” são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores. Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os Eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).

 

 

Boiadeiro Menino

 

Sobre Nossos Caboclos Boiadeiros

 

Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos. São sérios, mas gostam de festas e fartura. Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus. Os Boiadeiros também são conhecidos como “Encantados”,pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais. Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus. Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática dada magia na terra. Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos). Quando bradam altoe rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações. Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina. Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ”e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus. Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa. Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles. Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc… Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.

 Boiadeiro Venâncio

 

OUTRO TEXTO:

 

Boiadeiros

São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.

 

  Caboclo Boiadeiro

 

Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).

 

Caboclo Boiadeiro

Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes interferem nas consultas de médiuns conscientes. Esses espíritos atendem a boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.

 

Boiadeiro da Mina

 

Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.

 

Boiadeiro das Almas da Mina 

 

Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio “Ori” – pois na verdade todos são braços de Omulú. Exemplificando essa idéia: Um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.

 

Boiadeiro João do Laço

 

Dentro dessa linha a diversidade encontram-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…

 

Boiadeiro Menino da Campina 

Mais um Texto :

 Os Boiadeiros

 

Uma manifestação de espíritos daqueles que foram muito acostumados a terra de chão e tocavam o gado pelas estradas do interior de nosso Pais, em condições muito difíceis mas que nunca abalou a adoração desse povo pela lida no campo.

 

A magia de sua gira é inconfundível, as histórias que trazem na bagagem são tão fascinantes como importantes no exemplo que nos exprimem.

 

 

Um Boiadeiro traz consigo as lições de um tempo onde o respeito aos mais velhos e a natureza, a família e aos animais, enfim, a boa educação e bons costumes falavam mais alto e faziam muito mais diferença do que nos dias de hoje.

 

Os Boiadeiros vêm dentro da corrente de Oxóssi, dos Caboclos. Eles são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai. Para algumas correntes de pensamento umbandista, esses espíritos já foram Exus e, numa transição dos seus graus evolutivos, hoje se manifestam como caboclos boiadeiros.

 

De um modo geral, os Boiadeiros usam chapéu de couro com abas largas (para proteger-lhe do sol forte), calças arregaçadas e movimenta-se muito rápido e costumam chegar aos terreiros com sua mão direita levantada, girando, como se estivesse laçando, esbravejando a inconfundível toada “êeeee boi” como se ainda estivessem tocando seu rebanho. O chicote e o laço são suas “armas espirituais”, verdadeiros Mistérios, e com eles vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e os consulentes. A corda é usada com sabedoria para laçar o “boi brabo”, ou para “pegar aquele que se afasta da boiada”, ou ainda usada para “derrubar o boi para abate”. Dentro do campo mediúnico, os boiadeiros fortalecem o médium, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus.

 

 

 Pontos Cantados de Boiadeiro

 

 Eu tenho meu Pai eu tenho…

 

eu tenho um beija-flor

 

Eu tenho meu Pai eu tenho

 

Pai Oxosse Matalabô

Oi da laranja eu quero um gomo

e do limão quero um pedaço

 

E do Caboclo Boiadeiro

eu quero um grande abraço

Mas quem quiser saber meu nome

mas não precisa perguntar

Sou Boiadeiro da Chapada

Aqui e em qualquer Lugar

Mas vou tocando minha boiada

Toco berrante pelas estradas

Eu sou caboclo

Sou Boiadeiro

E resolvo qualquer parada

  Tirei meu chapéu

 

implorei a meu Deus

 

quem não me conhece

 

Boiadeiro sou eu

 

 

Apanhei minha Roseira

Para tirar do caminho..

Apanhei minha Roseira

Para tirar do caminho..

Na terra de Boiadeiro

Não se pisa em espinho.

 

xo, xo, xo passarinho

saia do meio da estrada

 

xo, xo, xo passarinho

saia do meio da estrada

que ai vem seu boiadeiro

 

trazendo sua boiada

  

Boi, boi, boi, boi, boiá

Boi, boi, boi, boi, boiá Tira a chinela do pé o moreno Não deixa esse boi escapar! Tira à chinela do pé o moreno Não deixa esse boi escapar! 

 

 Eu vou-me embora que eu aqui não fico Eu vou-me embora que eu aqui não fico Senhor Ogum mando me chama Se vê meu bando dê lembrança a eles Adeus ate quando eu volta Se vê meu bando dê lembrança a eles Adeus ate quando eu voltá 

 

  

Me chamam de Boiadeiro

 

Não só Boiadeiro não

Eu sou zelador de gado

Boiadeiro é meu patrão

 

la ia

Boiadeiro é meu patrão

la ia

Eu venho de muito longe

Eu venho cortando a estrada

Com meu laço na garupa

Levando boi na envernadala

la ia

  

O meu chapéu de couro

 

É por Deus a bençoado

 

O meu chapéu de coro

É por Deus a bençoado

 

O da licença de entra nesse cercado

O da licença de entra nesse cercado

Galo canto

canto de madrugada

Esta na hora de chama a vaquejada

Galo canto de madrugada

Esta na hora de chama a vaquejada

Balança porteira velha

Porteira já balanço

Balança Porteira velha

Boiadeiro já chego.

 

  

Eu peguei meu laço pra laça meu boi

 

Que o meu boi fugiu e eu não sei pra onde foi

Laça

Laça laçador

 

Laça o inimigo e também o traidor

 

 

O boi já vinha cansado

 

e o carreiro também vinha

O boi já vinha cansado

 

e o carreiro também vinha

em todo lugar que parava

chamava seu boi na guia

em todo lugar que parava

chamava seu boi na guia

êh malhado

chamava seu boi na guia

êh malhado

chamava seu boi na guia

   

Boiadeiro êh Na mata já deu sinal Boiadeiro êh Na mata já deu sinal O chapéu do Boiadeiro Traz o bem e leva o mal O chapéu do Boiadeiro Traz o bem e leva o mal

Boiaderinho novo que hora você chegou 

Eu cheguei de madrugada na hora que o galo cantou

Boiadeiro comprou canga mas não tem boi pra puxar

Aue seu boiadeiro  Poe seus filhos para trabalhar.

Fazenda boa oi fazenda de São Vicente

Eu mandei buscar um touro oi me mandaram um boi valente.

Quando matar este boi, o mocotó e meu,

Que pra pagar o trabalho, que esse boi me deu,

 

Oi mato o boi e tira o coro que eu não mereço esse desaforo.

  

BÓIA BOIADEIRO OH BOIADEIRO BÓIA BÓIA BOIADEIRO OH BOIADEIRO BÓIA SE EU CONTAR MINHA VIDA BOIADEIRO CHORA SE EU CONTAR MINHA VIDA BOIADEIRO CHORA

 

 “boa noite meu senhor boa noite para o cavaleiro boa noite meu senhor boa noite para o cavaleiro eu sou o caboclo guerreiro mas todos chamam d caboclo vaqueiro eu sou o caboclo guerreiro mas a todos chamam d caboclo vaqueiro” 

 

 Seu Boiadeiro leva a boiada pro curral… O vento que venta aqui, também venta acolá… Seu Boiadeiro não é hora de parar… És boiadeiro aqui e em qualquer lugar… 

 

 De manhã cedo, Boiadeiro toca o Sino… Ele é menino mais já sabe trabalhar… Seu moço, o que há… Seu Boiadeiro é de Bom Jesus de Mariah… Ô Lapaaaaa Lapa de Bom Jesus… Ô Lapa terra sagrada… Boiadeiro é quem nos Conduz… 

 

 Botei meu laço na porteira… Pra inimigo não passar… Quem tentou passar no laço… Nunca mais irá voltar… 

 

 Num certo dia fui contar meu gado, Dei por falta de Malhado, Meu Malhado fugiu. Meu Malhado fugiu, fugiu, fugiu, Onde anda meu Malhado, Ninguém sabe, ninguém viu. 

 

 Toma lá Vaqueiro Toma lá vaqueiro, Toma jaleco de couro, Toma jaleco de couro, Na porteira do curral. 

 

 Ai patrão, mas eu também sei carrear, Ai patrão, mas eu também sei carrear. Ponha a junta no boi Preto Outra junta no boi Pacato. Boto a canga no boi Preto E vou puxar canavial. 

 

 Carreiro Novo Que não sabe carrear, Carreiro novo Que não sabe carrear, O meu boi matou carreiro Na ponta desses gongá. 

 

Ô Carreiro bom, É o carreiro da fazenda. O boi fica na estrada, Boiadeiro está na tenda. 

 

 Boiadeiro é meu, é meu irmão boiadeiro é meu irmão do coração boiadeiro não sou eu boiadeiro é meu patrão boiadeiro tem boiada e eu não tenho boiada não! 

 

 mas eu vinha no celeiro da fazenda ah uma moça na janela me chamou eu disse a ela que eu não sou palhaço que sou boiadeiro comigo não tem embaraço(2x) jetuê, jetuâ corda de laçar meu boi jetuê, jetuâ corda de meu boi laçar 

 

 Cabana quer dizer casa de índio Cabana quer dizer seu jacutá Seu boiadeiro onde mora Janaina Mãe Janaina mora nas ondas do mar 

 

 Seu vaquejada Pegou um laço de couro fino. Capote de pele quente. Seu vaquejada já tá saindo. Sua boiada partiu na frente. 

 

 Quando venho la de cima de cima do meu sertão montado no meu cavalo vestido com meu jibão trago minha faca e minha corda de laçar na ponta do meu ferrão nenhum boi quer me topar o Le Leo boi o leleo lálá 

 

 Boiadeiro é Meu amigo leal Boiadeiro é Meu amigo leal Ao passar da meia noite , Faz o bem e faz o mau. Ao passar da meia noite , Faz o bem e faz o mau. 

 

 Cadê minha corda de laçar meu boi o meu boi fugiu eu não sei pra onde foi 

 

 CAPACETE VERMELHO COROADO DE ESPINHOS CAPACETE VERMELHO COROADO DE ESPINHOS AONDE MORA UM BOIADEIRO EUILA NA JUREMEIRA 

 

 Ó Deus salve esta casa santa Onde Deus fez a sua morada Onde mora o cálice bento E a hóstia consagrada Ó Deus salve esta casa santa Onde Deus fez a sua morada Onde mora Tateto Omolu E a hóstia consagrada 

 

 

A menina do sobrado mandou me chamar pra seu criado A menina do sobrado mandou me chamar pra seu criado eu mandei dizer a ela que estava tocando seu gado eu mandei dizer a ela que estava tocando seu gado Auê boiadeiro eu gosto do samba rasgado Auê boiadeiro eu gosto do samba rasgado 

 Abelha que faz o mel Também faz o samburá Abelha que faz o mel Também faz o samburá 

 

 Arreia cavalo Vaqueiro vem chegando jurema Arreia cavalo Vaqueiro vem chegando jurema Pra ir embora… 

 

 ADEUS ROLINHA, ROLINHA FOGO APAGOU ADEUS ROLINHA, CAMARADA JÁ ME VOU ROLINHA QUANDO VOA, BATE COM PAPO NA AREIA ELE VAI EMBORA VAI VOLTAR PRA SUA ALDEIA ROLINHA QUANDO VOA BATE COM PAPO NO CHÃO ELE VAI EMBORA, SEU BOAIADEIRO É MEU PATRÃO ADEUS ROLINHA, ROLINHA FOGO APAGOU ADEUS ROLINHA CAMARADA JÁ ME VOU… 

 

 VEM LÁ DO SERTÃO DO AMAZONAS VEM PRA SARAVAR NESTE TERREIRO BOIADEIRO CHAPÉU DE COURO É CABOCLO E BOM GUERREIRO! QUANDO CHEGA NESTA BANDA VEM PRA SARAVÁ GONGÁ! LOUVA O SANTO DA CASA TOMA ABÊNÇÃO A OXALÁ! 

 

 la ia Eu venho de muito longe Eu venho cortando a estrada Com meu laço na garupa Levando boi na envernada la ia

 

 Aldeia nova que não tem vaca nem boi Aldeia nova que não tem vaca nem boi Nasceu bezerro novo, não sei nem como foi 

 

 Eu tava na mata serrada Com meu gado esparramado Eu tava na mata serrada Com meu gado esparramado Meu boi, minha boiada Boiadeiro venha vaquejar seu gado Meu boi, minha boiada Boiadeiro venha vaquejar seu gado. 

 

 Quem vem lá sou eu o maior é Deus se a cancela bate, boiadeiro sou eu.

 

História do Boiadeiro Navizala

 

Sr. Navizala viveu no sertão de Pernambuco, no século XVIII, era boiadeiro (tocador de gado, como diz). Morava em uma casinha de sapé no meio da caatinga, sua mãe era uma grande médium, chamada por lá de benzedeira ou curandeira, aos cinco anos de idade, perdeu seu pai, ficando apenas ele e Dona Cecília, sua mãe, com o desencarne do pai, o pequeno Navizala sentiu sua vida difícil de sertanejo, tornar-se ainda mais sacrificante, viviam do pouco que a pequena roça, plantada por ele e a mãe, produzia, a pouca idade, não o impedia de ajudar.

Ele carpia, semeava, colhia, enfim, ajudava a mãe em tudo, mas contando com todo o amor de sua humilde e sábia mãezinha, que todas as noites preparavam no fogão a lenha, a farofa com banana, uma iguaria para o pequeno Navizala, eles rezavam e comiam à luz de um lampião, depois se sentavam embaixo do pé de juazeiro no quintal, e Dona Cecília ensinava ao filho as coisas da vida espiritual, que ele ouvia maravilhado, quanta sabedoria em uma mulher tão simples, eram felizes, era feliz quando não estavam na roça, sua mãe atendia muita gente da redondeza, não havia hospital, nem médicos, aquela mulher era a única esperança daquele povo pobre do sertão, tinha vários canteiros de ervas e com elas fazia suas famosas garrafadas, benzia as crianças desnutridas, os agricultores feridos por ferramentas enferrujadas faziam partos, fazia tudo o que podia e salvava muitas vidas, o pequeno Navizala sabia de cor o nome de todas as ervas e com sua vidência apurada, dizia a mãe quando a pessoa chegava acompanhada por obsessores, assim iam levando a suas vidas, Dona Cecília desencarnou dormindo tranquilamente quando Navizala tinha 15 anos, ele chorou muito, estava só no mundo, mas começou a ver a mãezinha que lhe dizia pata ter ânimo e continuar a missão, ele começou então a trabalhar para fazendeiros da região, levava boiadas para todos os cantos do nordeste, assim poderia com suas viagens ajudar mais pessoas, e assim foi, onde ele parava, sempre tinha alguém doente que precisava dele, salvou muitos e fez amigos em toda parte, sua mãezinha sempre estava o seu lado orientando, incentivando e consolando nos momentos difíceis.

Aonde chegava Sr. Navizala, deixava sua luz, de seu mesmo, só tinha o seu cavalo malhado, companheiro inseparável, o rosário de sua mãezinha e um par de botas gastas, mas gostava mesmo era de andar descalço e adoçar a boca com um pedaço de rapadura, gostava dos banhos de açude, de cuidar dos animais e de conversar com as pessoas, um espírito equilibrado e forte, que nunca se deixou vencer pela aridez da vida. Sua missão na terra acabou aos 49 anos de idade, assim como sua mãezinha, deitou-se e deixou o corpo, foi para o astral onde pôde abraçar a sua, sua mãezinha, seu pai, seus mentores, no enterro do Sr. Navizala estavam presentes mais de cem pessoas, pessoas que ele ajudou e que sentiam de verdade sua partida, pessoas de todas as partes do sertão, pobres e ricos, agradecidos àquele homem maravilhoso por ter praticado o bem, feito o melhor que podia por todos, ao chegar ao astral, ficou surpreso, emocionado, chorou, uma fila se formou, eram muitos que também queriam abraçá-lo, pessoas que ele tinha ajudado na terra. Sr. Navizala, representa a força do sertanejo, a luta, a honestidade e a sabedoria daquela linda gente, quando pediu para vir trabalhar, ele escolheu continuar ajudando, pediu para vir com todas as características que tinha como sertanejo, inclusive o linguajar simples e direto, trabalha pela cura espiritual, emocional e física.

Quando seu Navizala desencarnou, no dia seguinte seu querido cavalo, também se foi… Quem conhece esse mentor, sabe que ele não gosta de rodeios, é direto, gosta de quem olha nos olhos, se seu nome não fosse Navizala, seria sinceridade.

Característica:

Indumentária: veste em geral, traje de vaqueiro nordestino, com gibão, chapéu e outros acessórios e apetrechos de couro.

Desconheço o Autor.

Mais Pontos Cantados de Boiadeiros:

 

Sou eu sou eu

sou eu que cheguei na banda

 

sou eu

Peço licença em nome de Oxalá

Minha toada na viola

vou tocar

Meus amigos batam palmas

para me ajudar

Sou eu

Sou eu sou eu

sou eu que cheguei na banda

sou eu

Quem quiser saber meu nome

não precisa perguntar

Sou João da Serra

do sertão do Ceará

Com meu chapéu de couro

Com meu laço na mão

Minha viola é meu tesouro

O meu lar é no sertão

Sou eu

 

Toada de Boiadeiro – Cantigas de Umbanda

Nas tranças dos seus cabelos

Eu bebi água do gravatá

 

Eu bebi água do gravatá seu boiadeiro

Eu bebi água do gravatá

Seu boiadeiro por aqui choveu

Choveu e água rolou

Foi tanta água que seu boi nadou

 

Água de Gravata – Por aqui Choveu

O meu sertão é alto

Eu avisto o mar

 

E seu boiadeiro

Filho de gangazubá

O meu sertão é alto

Eu avisto o mar

Ele é boiadeiro

Filho de gangazubá

O meu sertão é alto

Eu avisto o mar

E seu Serra Negra

Filho de gangazubá

O meu sertão é alto

Eu avisto o mar

E seu Ventania

Filho de gangazubá

 

 

Jetrua – Boiadeiro

 

De manhã cedo na capela bate o sino

Seu boiadeiro veio aqui para rezar

 

Trabalhador não tem noite

Não tem horaGalo cantou tá pronto pra trabalhar

 

 

De manhã Cedo – CD Umbanda Força e Magia

Salve a gira de Santo Antonio!

Santo Antonio de pemba

 

Caminhou sete anos

À procura de um anjo

Foi até que encontrou

Caminhou, caminhou

Mas como caminhou

Mas como caminhou, Santo Antonio de pemba

Como caminhou

Auê ele mora na mata auê

 

Caminhou Sete Anos

Boiadeiro é meu

É meu amigo leal

 

Mas boiadeiro é catimbó

É meu amigo leal

 

Boiadeiro é meu amigo leal

Oi era um boiadeiro Navizala

Oi era um boiadeiro Navizala jetruê

Eu vim de Minas trazendo minha boiada

Na beira da estrada

 

Eu parei pra descansar

Boiadeiro ê

Boiadeiro ah

Boiada boa como a de Minas não há rapaz

Boiada boa como a de Minas não há

Ele é carreiro

Da estação da Leopoldina

Ia carreando o boi

lá pro estado de Minas

Boiadeiro ê

Boiadeiro ah

Boiada boa como a de Minas não há rapaz

Boiada boa como a de Minas não há

A minha boiada é de trinta e um

Mas eu só tenho trinta tá faltando um

Quem samba fica quem não samba vai embora

Eu vou chamar seu boiadeiro

que vai começar o samba agora

Boiadeiro joga o laço pra laçar seu Boi Tatá

Se o cavalo é puro sangue

 

O cavaleiro nem se fala

Jetruê

Jetrua

 

Boiadeiro Pout Pourri

Aparei minha roseira

para tirar do caminho

 

Na aldeia de boiadeiro

Não se pisa em espinho

São sete anos

Com sete noites

 

Que eu andava

Na juremeira

 

Aldeia de Boiadeiro

 

Sou brasileiro

Sou brasileiro

 

Sou brasileiro imperador

Sou brasileiro o que é que eu sou?

Brasileiro imperador

 

Brasileiro Imperador

De lá vem vindo

De lá vem só

 

De lá vem vindo à força maior

De lá vem vindo

De lá vem só

De lá trazendo a força maior

E lá no mato tem um boiadeiro

Ele é bonito e formoso

Como o raio do sol

E como vai camarada?

Eu vou indo

Eu venho aqui na pancada do sino

 

Boiadeiro Pout Pourri 02

Mas ele veio pelo rio de contas

Vem caminhando por aquela rua

 

Olha que beleza

Seu boiadeiro no clarão da lua

 

Boiadeiro no Clarão da Lua

Sai

Boa noite meus senhores

 

Sai, sai

Boa noite venham cá

Sai ,sai

Eu me chamo boiadeiro

Sai ,sai

Aqui em qualquer lugar

Sai ,sai

Não nego meu natural

 

Eu Me Chamo Boiadeiro

Cadê minha corda de laçar meu boi?

O meu boi fugiu, eu não sei pra onde foi

Toma lá vaqueiro

Toma jaleco de couro

Toma jaleco de couro na porteira do curral

 

Cadê Minha Corda

Pedrinhas miudinhas

Pedrinhas de Aruanda ê

 

Lajeiro tão grande

Tão grande de Aruanda ê

 

Pedrinha Miudinha

Com meu chapéu de couro

Por Deus abençoado

 

Ao chegar peço licença

Para entrar nesse reinado

Ele é da Bahia

Esse baiano vale ouro

Ele é da Bahia

Salve seu Chapéu de Couro

 

Chapéu De Couro

E quem vem lá é dois

Dois de Ouro

 

Quem vem lá boiadeiro sou eu

A cancela do meio bateu

Sou eu boiadeiro sou eu

Boiadeiro, boiadeiro

Sua boiada esparramada

 

Boiadeiro chama seu guia

E vai ver sua boiada

 

Dois De Ouro

 

Eu dei um tiro quero ver zunir

Eu dei um tiro quero ver cair

 

Quero Ver Cair

 

Tava longe, tava longe

Tava longe dessa terra

 

Tava longe, tava longe

Tava longe tava em guerra

 

Tava Longe, Tava em Guerra

Ê boi ê boi ê boi

Eu vou buscar meu laço

 

Eu perdi minha boiada

Na beirada do compasso

Eu fui boiadeiro

Eu fui sim senhor

Mas perdi tudo que eu tinha

Por causa de um grande amor

 

Vou Buscar Meu Laço 

 

Não toque nesse boi

Esse boi é cruzado

 

Ele é de boiadeiro

Caboclo valente

De bico afiado

Se você precisar

Boiadeiro está aqui

Mas não toque no boi

A ponta da chibata pode te ferir

 

Chibata de Boiadeiro

 

No caminho boiadeiro toca o sino

Ele é menino, mas já sabe trabalhar

 

Seu moço toque a guiada

Seu boiadeiro

Bom Jesus do Maria

 

No Caminho Boiadeiro Toca o Sino

Cadê seu boiadeiro?

Onde ele está?

 

Ele tá fechando o corpo

Para trabalhar

Tange muito gado

Cura muita gente

Ele é Zé Boiadeiro

Que cabra valente

 

Cadê Seu Boiadeiro?

 

O lapa, o lapa de Bom Jesus,

O lapa, terra sagrada,

Boiadeiro é quem nos conduz.

 

Lapa de Bom Jesus – Umbanda Força e Magia

É hora, é hora

É hora de rezar

 

A certeza que eu tenho

De morrer para viver

É a certeza que na mata

Folha verde vai nascer

Boiadeiro do sertão

Vence tudo que vier

Vence a mata e o touro bravo

Vence o mau se Deus quiser

É hora, é hora

É hora de rezar

Manhãzinha quando surge

Boiadeiro já acordou

Já fez prece

E o mundo então cantou

Gira o tempo

Gira o dia

Gira o laço pelo ar

Louvando pai Oxalá

 

Hora de Rezar

Mais um adeus, aleluia Adeus!

 
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